Conexão emocional – em mim ou no outro ?

Conexão emocional – em mim ou no outro ?

No último post trouxe para vocês um quadrinho do Charlie Brown, que demonstrava como nossa postura corporal pode impactar em nossas emoções.

Nesse post quero falar sobre algo que não temos o costume de prestar atenção: com o que ou com quem nos conectamos.

Cenário

Antes de ir direto ao ponto, é preciso lembrar que até alguns dias atrás vivíamos num mundo super acelerado, rodeados por incontáveis estímulos, anúncios que a todo instante criavam a sensação de necessidade e consumo.

Encurtando a história, em nossa maioria, fomos educados para olhar para fora, para comparar e consumir. Com isso, não valorizamos e mal percebemos nossas emoções. Pouquíssimos de nós foram educados para olhar para dentro de si mesmo, de se perceber.

Aí o corpo cobra o seu preço

Viver no automático não é proibido; porém, todo excesso faz mal.

Então, chega aquele instante que, diante de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, começamos a nos sentir confusos, a pressão sobe e a cabeça parece que vai explodir, o corpo cobra o seu preço.

O que fazer ?

É nesse instante que se torna super importante parar tudo, tomar respirações profundas e voltar a atenção para si, de se “reconectar consigo mesmo”.

Pode ser que venha a perceber, durante o processo de olhar para si e olhar para o outro, que a “conexão” que mantém com o outro não mais o agrada ou sequer lhe faz bem.

Nesse instante, talvez surja um sentimento de medo ou solidão; e vou lhe dizer: é normal.

É normal porque somos seres gregários, nossa sobrevivência está atrelada à convivência com os outros.

É normal porque nosso amadurecimento, auto conhecimento ou desenvolvimento pessoal somente ocorre através de um conjunto de experiências únicas, pessoais e intransferíveis; ou seja, nossa jornada de crescimento é individual, solitária. Nenhuma família, nenhum grupo se reúne e diz: hoje é a vez de fulano evoluir, está na hora dele aprender X coisa. Isso não existe – E ESTÁ TUDO CERTO !!!

Saber que “está tudo certo” me faz compreender que não sou um “patinho feio” ou um ponto fora da curva, que somos todos iguais e passamos por processos semelhantes.

Se não aprendermos a nos acolher, a nos aceitar, a nos perdoar, a nos amar e, assim o fazendo, a nos permitirmos a experimentar (erros e acertos), estaremos certamente fadados a viver como eternos REFÉNS EMOCIONAIS.

E para sairmos dessa sensação de dependência emocional é também super importante “desafiar o padrão de pensamento e comportamento”, questionar os fatos e se perguntar: –

O que está acontecendo ?

A quem ou a o que estou conectado ?

Estou atendendo aos interesses de quem ?

Ou seja, estou prestando atenção em mim ou nos outros ?

Estou fazendo o que quero, o que é importante para mim ou atendendo os interesses dos outros ?

Parafraseando “Alice no país das maravilhas”, se não souber para onde vai, certamente chegará aonde não deseja.

Aproveite para fazer a limpeza de seu guarda roupa mental; fique só com o que importa e permita-se fazer novas e melhores escolhas.

Namastê

 

(se preferir, assista o vídeo no canal do YouTube)

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