Lidando com a raiva de uma forma saudável !

Lidando com a raiva de uma forma saudável !

Ainda que poucos admitam, todos nós sentimos raiva –e não há mal nenhum nisso. A raiva é orgânica, biológica, natural. Administrada de maneira saudável, a raiva pode agir como uma energia positiva. Mal utilizada, a raiva pode causar problemas de saúde e relacionamento. Lidar com a raiva pode ser confuso; afinal é difícil saber o que fazer com uma emoção tão poderosa e potencialmente destrutiva.

Entenda sua raiva

Torna-se mais fácil lidar com a raiva quando nos damos a oportunidade de saber com o que estamos realmente zangados.

Podemos nos sentir irritados por conta de cansaço físico, por causa do estresse, da privação do sono (noites sucessivamente mal dormidas) e outros fatores. Mas, frequentemente, há uma razão mais específica para a raiva.

Quando se tornar consciente de seu estado, tome uma respiração profunda e relaxante, peça para a sua “mente” parar de tagarelar e se pergunte:

– o que de fato está acontecendo (no exato momento da pergunta) ?

– o que está acontecendo é realmente a causa da alteração do meu humor ?

– o que está acontecendo realmente justifica a alteração do meu humor ?

– o que não respeitei que está a alterar meu humor ?

 Tome uma atitude

A primeira parte de como lidar com a raiva, conforme observado acima, é examiná-la e ouvir o que ela está dizendo sobre sua vida. Sim, sua raiva está lhe dizendo algo. Como você não a ouve, seu corpo está gritando. Após identificar a causa, a próxima parte envolve a ação.

Aproveitando do seu momento de relaxamento e reflexão, pergunte a sim mesmo:

– o que eu desejo que aconteça ?

– pelo que sou responsável ?

– de quais alternativas disponho ?

– a quem posso pedir ajuda ? (se o caso)

Cuidado com a “discussão mental” ( muito cuidado – mesmo !!! )

Falar consigo mesmo (até um certo ponto) é natural.

Porém, quando algo nos incomoda, a pior coisa que podemos fazer é criar ou alimentar uma “discussão mental” com as pessoas envolvidas na questão. É como jogar gasolina na fogueira: “falamos mentalmente” para os outros sobre as atitudes que nos incomodaram e os sentimentos que nos afligem, imaginamos suas respostas, criamos novas discussões por conta dessas respostas imaginárias e, pronto, um looping sem fim está criado. Sem nos darmos conta nossos batimentos cardíacos se alteram, a pressão arterial aumenta, dores se alastram pelo corpo.

A dor emocional ou psicológica é o que mais dói e essa postura, essa “guerra mental” só tende a aumentá-la.

Para esses momentos trago o exemplo de dois grandes homens: Buda e Victor Frankl.

Há quase 2.600 anos Buda teve a grande sacada de que nossa mente é fonte criadora, de que atraímos e criamos pelo pensamento: A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; o que você sente, você atrai, o que você acredita se torna realidade.

Victor Frankl, por sua vez, talvez tenha sido aquele que melhor deu o exemplo: médico psiquiatra austríaco de ascendência judaica, durante a Segunda Guerra Mundial sobreviveu às atrocidades de quatro campos de concentração. Ele foi exemplo vivo da “liberdade – emocional de escolhas”. Dele as seguintes frases:

“A única coisa que você não pode tirar de mim é a maneira que escolho para responder ao que você faz comigo.”

“Forças além do seu controle podem tirar tudo o que você possui, exceto uma coisa, a sua liberdade de escolher como você vai reagir à situação. ”

Muito provavelmente nem eu e nem você tenhamos a força moral que Frankl teve; o que também não significa que tudo esteja perdido. Então, o que fazer ?

Aprenda e pratique meditação – Muitos dizem que meditar é esvaziar a mente. Outros que a meditação nada mais é do que a prática do foco – no que de fato importa. Quando você canaliza sua atenção e energia para o que de fato importa, sua mente se “liberta”, esvazia o que não interessa. Atenção: a prática da meditação deve ocorrer “antes” de todo e qualquer problema. Assim, quando uma questão surgir você estará em melhores condições de enfrentá-la.

Atividade física – Toda e qualquer atividade de alta intensidade (aquela que aumenta o batimento cardíaco e nos faz suar) auxilia na eliminação de toxinas e na produção de endorfina – hormônio que gera sensação de bem estar e felicidade.

Mudança de ambiente & energia – Se o bicho estiver pegando, tente mudar de ambiente (não é preciso esperar pelas férias para poder viajar). Escolha ambientes que possam lhe proporcionar tranquilidade, acolhimento, descontração e, consequentemente, mudança do padrão de energia.

Prática de atividade que exija um elevado nível de concentração (ou mesmo de relaxamento) – Alguns conseguem relaxar a mente realizando atividades que exigem elevado nível de concentração, como por exemplo: jogar sudoku, montar quebra cabeças, palavras cruzadas, etc. Outros já preferem atividades mais relaxantes, tais como pintura, yoga, canto, sessões de beleza, ouvir música, etc.

Não abuse da companhia ou ouvido alheio

Discutir a raiva ou por a raiva para fora é sim uma coisa complicada. Falar sobre sua raiva com um amigo de confiança pode ser uma estratégia eficaz – até certo ponto. Ele pode ajudá-lo a entender melhor seus sentimentos, debater estratégias de solução e te ajudar a fortalecer seu relacionamento.

Mas, fique atento: discutir repetidamente tópicos que deixam você irritado com seus amigos pode fazer com que eles se afastem de você e, consequentemente, você se sinta pior e, assim ocorrendo, aumente o nível dos hormônios do estresse em seu sangue – o que não é nada bom.

Antes de expor seus sentimentos, verifique se seu “amigo” está em condições de ouvi-lo – imparcialmente, sem julgamentos. Se tiver essa oportunidade, não deixe de buscar por soluções.

Agendar algumas sessões com um terapeuta pode também ser uma ótima válvula de escape. Não menospreze essa possibilidade.

“Quando não formos mais capazes de mudar uma situação,

somos desafiados a mudar a nós mesmos.”(Victor Frankl)

 

Obs.:

Se tiver alguma outra dica, por gentileza, não deixe de compartilhar !

A obra mais famosa de Victor Frankl chama-se “Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração” podendo facilmente ser encontrada na internet em formato pdf.

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