A lagarta e a borboleta ( parte 2 – a evolução )

A lagarta e a borboleta ( parte 2 – a evolução )

Fico me perguntando o quanto deve ser doloroso para uma lagarta virar borboleta…. assim como, para cada um de nós, sair de sua própria zona de conforto, conquistar algo de novo, desafiar-se, atingir suas metas e objetivos, “subir um degrau na vida”….

A verdade é que, na vida, ou você está avançando ou se movendo para trás, evoluindo ou morrendo. Não há como se manter confortavelmente numa mesma posição – por muito tempo (o discurso sobre equilíbrio e estabilidade serviu para nossos avós; mas não nos serve mais).

Se desejar crescer, você deverá superar suas realizações passadas, ir além dos limites já percebidos. Isso significa sair do conhecido e familiar em direção ao desconhecido, sair do confortável para o desconfortável.

Mesmo querendo crescer, evoluir ou experimentar coisas novas, muitas pessoas não o farão.

Por quê?

A resposta é simples: porque dói e porque dói não deixarão a zona de conforto.

Por definição, toda mudança ocorre fora da zona de conforto e é desconfortável. Mais do que a dor física, toda mudança é mental e emocionalmente dolorosa – sob a forma de disciplina, sacrifício, incerteza e medo.

Mas, já evoluímos o suficiente para entender como seria uma vida sem dor ? No patamar no qual ainda nos encontramos, sem a dor ou sem sacrifícios, como saberíamos o que é a satisfação da conquista, o prazer ? A dor não implica em superar barreiras ?  

O sofrimento ou a dor são experiências afetivas básicas do indivíduo, que expressam desagrado e aversão; associada à danos ou à ameaças de danos. A simples “ameaça” de algo novo, de um processo de mudança se torna uma ameaça iminente, um processo a suportar. Nos afligimos antes mesmo de avançarmos. O conflito interno por conta de nossa estima (quem éramos, quem somos e como seremos – reconhecidos) pode ser desesperador.

Quando nossos limites são pressionados o resultado é o desconforto. Nesse processo, há pelo menos três situações a considerar:

. em primeiro lugar, em todo desafio há uma possibilidade de melhoria e crescimento; o qual, após um determinado patamar, nos ajuda a diminuir os obstáculos futuros.

. em segundo lugar, de certa forma é assim que aprendemos ou reconhecemos nossos próprios limites. Dado que os sinais de estresse são um aviso de que há desarmonia, ou um dano iminente, essa linha de demarcação serve para definir até aonde fomos, podemos ir ou ainda o que haveremos de tentar.

. em terceiro lugar, se desistimos diante de um desafio, nunca saberemos do que somos realmente capazes.

A resistência é inata à mudança. Porém, quanto mais permanecemos no modo de proteção, mais comprometemos ou protelamos nosso crescimento. Simultaneamente, não conseguimos sorrir e chorar, contrair e alongar. Portanto, quando estamos nos protegendo, pouca energia fica disponível para nossa própria expansão.

Ao aceitarmos a incerteza e o desconforto iminente das mudanças, ficamos livres para escolher um novo curso de ação. Quando esta ação é repetida de forma desejada, essa mudança se torna um modo de comportamento independente e um reflexo da nossa identidade. Reconectamos à essência de quem somos e definimos para nós mesmos uma nova expressão do que valorizamos.

Mahatma Gandhi fez essa conexão desta maneira:

Suas crenças tornam-se seus pensamentos.

Seus pensamentos se tornam suas palavras.

Suas palavras tornam-se suas ações.

Suas ações se tornam seus hábitos.

Seus hábitos se tornam seus valores.

Seus valores se tornam suas crenças.

Então, o que bloqueia nossos desejos e iniciativas ? Seria mesmo a dor ou o medo ?

Por tradição, o ser humano é um contador de histórias e toda história tem seus personagens, enredos, monstros, desafios, etc

Aproveitando os ensinamentos de Gandhi, como seria se passássemos a contar para nós mesmos uma história diferente ? Nossos pensamentos se tornariam nossas palavras, nossas palavras se tornariam nossas ações?

Seja para a lagarta, seja em nossas vidas, o esforço é cansativo e nem sempre nos faz felizes; mas também é certo que a preguiça e a procrastinação não nos ajudam em nada.

Se desejar encontrar sua própria luz ou apenas ver a luz no final do túnel, lembre-se que será preciso atravessar o escuro….

Votos de que prossiga em sua viagem !

 

Um comentário em “A lagarta e a borboleta ( parte 2 – a evolução )

O que achou desse artigo?

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.