A mente inconsciente – uma potência silenciosa

A mente inconsciente – uma potência silenciosa

Muito já se falou acerca do inconsciente; e o próprio termo nos remete a questões tais como “sombra, desconhecido, automático, sem controle, etc”;  atribuindo-se a ele o gerenciamento das atividades gerais de nosso corpo e de nossa vida, tais como “respirar, regular a temperatura do corpo, caminhar, digerir os alimentos” e por aí vai.

Nessa mesma corrente, por esses dias transcrevi uma frase atribuída a Carl Jung, psicoterapeuta suíço, que disse: “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino”.

Aí, pouco depois me deparo com um artigo da BBC – British Broadcasting Corporation ( ou Corporação Britânica de Radiodifusão, emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido, fundada em 1922; mais precisamente em sua seção “Future”, intitulado “Como a mente inconsciente desempenha um papel em sua vida cotidiana” (link ao final da página).

E o que eles dizem ?

Bem, que usamos nossa “mente inconsciente” “muito mais vezes do que temos consciência” (boa essa, não ?!) – e quanto mais a usamos, melhor realizamos nossas tarefas.

Ao trazerem o vídeo de um menino empilhando copos, eles observam que sua atividade cerebral é mínima e que, se você tentasse fazer o mesmo, seu cérebro – por conta do esforço e concentração, simplesmente se acenderá.

O texto da BBC repete o velho argumento pelo qual, “se você é realmente bom em alguma coisa, é provável que você faça o que faz sem saber ou se lembrar disso”.

Mas o mais interessante vem a seguir: eles observam que a partir do instante em que você passa a fazer algo de forma consciente, muito provavelmente seu cérebro irá vê-lo como um trabalho …

……..e, nesse momento, talvez, você deixe de executá-lo tão bem quanto o fazia antes.

Apesar desse susto, a boa notícia, ao menos em tese, é que podemos levar nossas questões ou necessidades do consciente para o inconsciente – o que já é feito há muito tempo no treinamento de atletas de ponta, de alto nível.

Mas, não é apenas no esporte que tal teoria se aplica. Com a prática, podemos “treinar” o nosso cérebro inconsciente para ser melhor no que desejamos que de fato o seja. A chave é não se tornar menos consciente dos processos; ao contrário: é permitir uma apropriação e internalização através de um estado de consciência cada vez maior.

E neste ponto me veio à lembrança o ditado chinês atribuído, a Confúcio (550/479 Ac): encontre um trabalho que ama e você nunca mais trabalhará um dia sequer em sua vida.

Em outras palavras, será que encontrar um trabalho que se ama significa deixar para o inconsciente fazer a parte “dura” do trabalho ?!

Por fim, fico aqui pensando se “adquirir consciência, internalizar processos” não seriam apenas palavras diferentes para o que já dizia Aristóteles (filósofo grego, 384/322 aC): Nós somos o que fazemos repetidamente, a excelência não é um feito, e sim, um hábito.

Namastê

 

(http://www.bbc.com/future/story/20171208-how-the-unconscious-mind-plays-a-role-in-your-everyday-life

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