GRATIDÃO !

GRATIDÃO !

Gratidão

Há oito anos ganhei de minha sogra o livro “Gratidão – Um Estilo de Vida”, coordenado por Louise L.Hay (autora do best seller “Você Pode Curar Sua Vida”)

À época não me interessei muito – fosse porque tivesse vindo de minha sogra, fosse por seu título, fosse por sei lá…só sei que não me interessei.

Passados uns dois anos, o livro continuava lá na cabeceira da minha cama, sem nunca sequer ter sido aberto. Num dado instante, por falta de uma leitura mais interessante, me dei a folheá-lo e qual não foi a minha (grata) surpresa: o livro é composto por 51 artigos escritos por diferentes pessoas – alguns muito interessantes, outros nem tanto.

Já me sentia grato pela vida, mas as ponderações daqueles vários autores me fizeram refletir sobre o quão minha gratidão era limitada, frágil, mesquinha.

É relativamente fácil sentir-se grato quando coisas boas estão nos acontecendo e a vida está caminhando do jeito que queremos que caminhe. Então assumimos, com frequência, as coisas como certas. Parece muito bom arrumar um momento para manifestar nossa apreciação a outras pessoas, à terra, ao nosso poder superior, à vida.

Um desafio muito maior é entrar em contato com a gratidão quando estamos passando por um período difícil, ou a vida não está andando do jeito que achamos que deveria. Nestas épocas, é mais provável que nos sintamos magoados, confusos ou ressentidos, o que é perfeitamente natural. A gratidão é a última coisa que nos ocorreria num momento como esse.¹

Tapa na cara !

Afinal, como ser grato durante as dificuldades que a vida, diante da doença ou do sofrimento, diante da perda de um ente querido ?

Fiquei aqui pensando se não seria a nossa dificuldade (por conta de nossa não reconhecida fragilidade) de lidar com esse tipo de questão que nos impediria de sentir, pensar, vibrar, agir em níveis mais elevados e, consequentemente, praticarmos a gratidão mesmo durante os momentos que consideramos difíceis em nossas vidas.

No entanto, é interessante notar que, depois de passarmos por um período difícil e ao fazer um retrospecto do que nos aconteceu, podemos perceber, com frequência, que houve algo de importante e necessário contido naquela experiência. Talvez não cheguemos a esta perspectiva senão meses ou até anos mais tarde depois de o fato ter ocorrido, mas no fim acabaremos percebendo que houve uma lição importante que foi aprendida, um aprofundamento de nossa sabedoria, um despertar ou talvez uma nova porta que se abriu em nossa vida, como um resultado de acontecimentos que, à época em que ocorreram, pareceram negativos.

Por exemplo: a perda de um emprego pode nos conduzir à cura espiritual ou emocional. O fim de um relacionamento pode nos fornecer a oportunidade de descobrir que precisávamos de um tempo para ficar sozinhos ou então pode pavimentar o caminho para que seja estabelecida uma parceria mais satisfatória. Neste ponto, podemos começar a nos sentir gratos pelo fato de a vida ter se revelado da forma como o fez.¹

Mas, afinal, o que é gratidão ?

A gratidão não é a mesma coisa que o sentimento de alívio. Sou grato por minha vida., pelas pessoas que conheço, e por meu trabalho. Por outro lado, sinto-me aliviado por não estar doente. A primeira afirmação é baseada no que é verdadeiro, em meu interior. A outra é baseada em meus medos e horrores, Nós não fazemos, usualmente, esta distinção simples. O alívio significa que algo pode estar errado mas que no momento está tudo certo. Ao praticar a gratidão, no entanto, você afirma que tudo já está certo, e que nada pode dar errado. ²

Isso me faz lembrar de quando participei de um curso junto a um grupo que multiplica a metodologia do “Art of Hosting”. Durante os preparativos de uma atividade desafiadora nosso coordenador disse que, segundo uma tradição indiana, ia acontecer o que tivesse que acontecer, a atividade (apesar de ter um tempo certo e pré-determinado) ia se iniciar na hora que tivesse que iniciar, iriam aparecer as pessoas que dela tivessem que participar, e tudo iria acontecer da forma como tivesse que acontecer. (Hoje, quando inicio uma atividade, compartilho desta experiência com os seus participantes)

Apesar disso:

É verdade que não podemos negar o sofrimento que existe em nossa vida. Se o fizermos, será prejudicial a nossa saúde física e emocional. E tão importante quanto isto:

Não podemos nos manter negando a abundância que há em nossa vida.

Quando nos concentramos na abundância, nossa vida parece abundante; quando nos concentramos na falta, nossa vida parece escassa. Trata-se puramente de uma questão de foco. ³

Posso estar enganado, mas “se concentrar na abundância” é uma das propostas da” “Lei da Atração”

Somos o que pensamos.

Tudo o que somos surge com nossos pensamentos.

Com nossos pensamentos fazemos o nosso mundo. (Buda)

E como tudo nessa vida depende de prática:

Sugiro que você crie um Livro da Abundância, para si mesmo. Todas as noites, antes de ir para a cama, anote ao menos cinquenta (50) coisas maravilhosas que lhe aconteceram naquele dia.³

Cinquenta coisas ? Por que não ? O objetivo dessa proposta é ajudá-lo a dar início a sua prática de gratidão. Você poderá começar com: hoje eu acordei, levantei da cama, tomei meu café, posso andar, tive comida para comer, minha roupa estava limpa, senti o sol em meu rosto, tive água quente no chuveiro, respirei, o sol brilhou, pessoas falaram comigo, sei ler e escrever ,etc

Assim que você começar a procurar as coisas boas, seu foco de atenção irá se desviar, automaticamente do que é ruim….e você irá se sentir abençoado.

Se você puder transformar o ato de prestar atenção na abundância num hábito, sua vida será transformada! ³

Como somos possessivos demais (Já percebeu que tudo é nosso ? Meu filho, meu marido, meu amigo, minha dor, minha doença, meu sofrimento….), talvez seja necessário também refletir um pouco sobre suas próprias resistências e a prática do desapego.

Experimente aceitar os fatos, a vida, o mundo como são (o que em momento algum significa paralisia, comodismo). Aceitar significa reconhecer o que pode ou não ser mudado e os agentes efetivamente responsáveis por tais mudanças (eu, você o outro ?).

Conhece a Prece da Serenidade ? Eis parte dela:

Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, 

coragem para modificar aquelas que posso, 

e sabedoria para reconhecer a diferença entre uma e outra.

Desapegar significa abrir mão do rancor, permitir que a dor, o sofrimento, a mágoa se vão, que as histórias se dissipem por si só.

Segundo Fernando Pessoa: “Tudo termina bem. E se não está bem é porque ainda não terminou.”

Antes de concluir, te convido a investir mais uns minutinhos no vídeo que segue abaixo.

Faço votos de que seus dias sejam cada vez mais iluminados !

Gratidão a minha sogra pelo presente dado e de cujo resultado ora compartilho contigo.

  1. Texto de Shakti G
  2. Texto de James Eubanks
  3. Texto de Susan Jeffers

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