Mindfulness é realmente a cura para o estresse no trabalho ?

Mindfulness é realmente a cura para o estresse no trabalho ?

Com este artigo, quero concluir minhas reflexões a respeito do tema mindfulness. Já escrevi sobre seu conceito e também já escrevi sobre como meditar no próprio ambiente de trabalho.Os números não mentem e confirmam que a prática de mindfulness, mente plena ou meditação reduz sim os níveis de estresse e tantos outros males.

Todavia, como mindfulness tem sido apresentada como a “última Coca-Cola do deserto”, convido o leitor a refletir se essa seria realmente uma solução efetiva para o estresse no ambiente de trabalho – como alguns propagam.efeitos do estresse

Para refletirmos sobre essa questão acho que vale falarmos um pouco de como o estresse atua em nosso organismo.

Quando estamos diante de uma experiência que supera nossos recursos físicos ou mentais, nosso corpo produz “substâncias” que geram o que chamamos de estresse. Dependendo da intensidade da experiência: 1) a amígdala (que está em nosso cérebro) é super ativada 2) quando isso ocorre, a amígdala dispara para nosso corpo o impacto dessa experiência (e assim somatizamos nossas raivas, medos, angústias, etc – sobrando principalmente para o coração) e gera um apagão em nosso lobo-frontal (parte do cérebro responsável pela tomada de decisões). 3) A somatização castiga nosso corpo e por conta do apagão adotamos comportamentos inadequados. 4) O conjunto anterior geram emoções negativas (desânimo, frustração, etc). 5) Todo esse processo retroalimenta a geração do estresse.círculo vicioso do estresse

A meditação ou mente plena nos ajuda a reduzir consideravelmente os impactos do estresse no corpo. Mas, o que dizer a respeito das decisões e atitudes a serem tomadas diante dos desafios ?

Acredito que, muito provavelmente, só meditar não nos ajudará a resolver nossas questões e, se não aprendermos a resolvê-las, novo ciclo de estresse haverá de se iniciar.

A dúvida é tão prejudicial quanto a raiva e que muitas vezes nos faz sentir como estando em becos sem saída, sem alternativas – contribuindo muitas vezes para a apatia e processos depressivos.

Temos, portanto, a necessidade de aprender a se debruçar sobre nossas questões, a enfrentá-las e desafiá-las. Somente assim poderemos melhor compreendê-las e gerar respostas adequadas à sua solução; descobrir qual ou quais comportamentos deveremos adotar – a fim de que nossos princípios, valores e emoções sejam respeitados.

Em se tratando de ambiente de trabalho é ainda essencial aprender sobre os mecanismos da comunicação (superficial e profunda, responsabilidade pelo resultado), sobre os impactos da dinâmica grupal (impacto das relações uns nos outros), etc

Questões como essa fazem parte de minha proposta para o curso de “Resiliência – aprendendo a se fortalecer emocionalmente e a gerenciar os efeitos do estresse“.

Até mais.

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