Recicle-se, flexibilize seu olhar; ou….

É comum ouvir (e dizer também) que “fulano não tem jeito, nunca muda” – e por tabela que tudo “é assim mesmo”.

Levando essa questão para o mundo social ou corporativo, observo que em momentos de maiores desafios nosso olhar tende ao pessimismo e paralisia – afinal clamamos por respostas imediatas e, assim, deixamos de respeitar o ciclo de renovação natural da vida.

Cresci ouvindo que um bom funcionário era aquele que tinha “estabilidade”, que se mantinha no emprego. Aí a Parmalat (sede europa) faliu, a Enron (maior empresa americana do setor elétrico foi pro brejo), a IBM e a GM quase seguiram o mesmo caminho (mas foram salvas pelo governo norte-americano) e uma série de inúmeros acontecimentos se sucederam que mudaram de vez essa tradicional visão de estabilidade, de que nada muda.

Mario-Sergio-Cortella1-divulgacaoNuma outra vertente, recentemente Mário Sérgio Cortella concedeu uma entrevista a revista TeD (edição 191, 2015); observando que uma parcela significativa do seu público leitor é composta por jovens entre 16 e 18 anos, à procura de informações com maior profundidade ou conteúdo. Destaco o trecho a seguir:

Nunca imaginei que fosse ver na minha carreira fila de pessoas na porta de uma livraria para o lançamento de um livro. Isso tem um impacto, no que se refere a formação de pessoas no mundo empresarial, para a próxima geração que chegará, porque a grande queixa dos gestores em relação à atual geração que está nas empresas é o fato dela ser menos adensada, ser mais superficial, ter senso de urgência, mas não ter compromisso com metas e prazos. Como diz o Pedro Mandelli, é uma geração mal educada, não quer dizer que seja mal escolarizada, mas não tem noção de hierarquia e é mais solta em nome da liberdade.

A geração que vai chegar às empresas vai surpreender a área de formação de pessoas porque ela não vai chegar tão esvaziada como a anterior, o que significa que é melhor as organizações se preparem para não serem surpreendidas.

Voltando à questão principal, hoje já sabemos que o conceito de estabilidade é coisa do passado (sabemos mesmo ?), que na natureza, salvo nosso olhar, nada mais é estático.

E isso me faz perguntar: quando o outro muda, quando as coisas estão mudando, como fica nosso olhar (e atitudes) ? Se “atualizam” a ponto de nos permitir reconhecer ou validar as mudanças ? Estamos “preparados”, temos flexibilidade suficiente para acompanhá-las ?

Quero convidá-lo(a) a ler ou reler a metáfora da janela e os lençóis. É um convite à flexibilização de nossos olhares.

Até à próxima.

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