Como quero me sentir ? !

Ao elaborar o post anterior, me veio à mente a pessoa de Viktor Frankl – médico psiquiatra austríaco, aprisionado como judeu durante a segunda guerra mundial nos campos de concentração da Alemanha nazista.

Frankl descreveu em seu livro, “A Busca do Homem por Sentido”, que seus pais, seu irmão e sua esposa morreram nos campos de concentração. O próprio Frankl foi vítima de inúmeras torturas e humilhações, nunca sabendo se de um momento para outro seu caminho o levaria aos fornos ou se a ele seria concedido o “privilégio” de remover os corpos ou as cinzas daqueles que para lá foram levados.

Um dia, nu e sozinho em um quarto pequeno, ele tornou-se consciente de algo que mais tarde chamou de “a última liberdade humana” – a liberdade que seus captores nazistas não podiam tirar dele – a liberdade de escolha.

Frankl descobriu que os nazistas podiam controlar todo o seu ambiente, podiam fazer o que quisessem com seu corpo, mas que sua identidade básica estava lá, intacta.   Ele, Viktor, descobriu que podia decidir como os horrores que vivenciava nos campos de concentração iriam ou não afetá-lo; descobriu que apenas ele poderia escolher, apenas ele podia decidir como ele queria se sentir.

Através de uma série de disciplinas – mental, emocional e moral – ele exerceu a sua restrita liberdade até o momento em que ele tinha mais liberdade, mais poder interno para exercer suas opções do que seus captores nazistas.

Segundo Frankl, existe no ser humano um desejo e uma vontade de “sentido”; uma busca por um “propósito de vida” – características essas observadas naqueles que sobreviveram; ou melhor, naqueles que optaram por viver; mesmo enfrentando todos os horrores dos campos de concentração.

Em suas próprias palavras “O homem, por força de sua dimensão espiritual, pode encontrar sentido em cada situação da vida e dar-lhe uma resposta adequada.

Através de sua atitude, Frankl sobreviveu aos horrores de quatro campos de concentração e ajudou outros a encontrar significado e dignidade em seu sofrimento.

Boa reflexão !
(nota: o livro de Viktor Frankl pode ser encontrado na internet, em pdf )

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