Escutando Sentimentos – parte 3

 

Como já disse, a palavra “sentimento” é utilizada em mais de um contexto e aí a confusão está instalada.  Afinal, no automático, quando falamos de “sentimentos” corremos o risco de não estarmos nos referindo ao sentimento adequado, ao que de fato esteja acontecendo conosco num determinado momento – complicado, né ! ?

A “forma como interpretamos o mundo” impacta nos nossos “sentimentos” e na maneira como reagimos a esse mundo, no modo como nos comportamos.

O ato de sentir, perceber ou compreender é algo totalmente subjetivo e, na maioria das vezes, essa subjetividade extrapola nossa capacidade de racionalização, foge ao nosso estado de consciência – pois está atrelado a fatos ou experiências que já se perderam em nosso passado, sua origem está arquivada nas profundezas de nosso inconsciente.

Essa nossa forma particular de ver ou interpretar o mundo é constituída por nossas “verdades”, por nossas “crenças”.

Essas verdades ou crenças quando desatualizadas ou ultrapassadas, negativas ou limitantes acabam por causar graves prejuízos às nossas vidas.  Isso porque nosso arsenal de escolhas, de alternativas fica limitado, nos sentimos como reféns, como coitadinhos, como se não existissem outras respostas para nossas questões e aí ficamos naquela de “óh vida, óh céus, óh morte” ( pobre Hardy … )

Quando pequeno aprendi que verdades ou crenças são como dogmas: imutáveis. Agora, já bem crescido, descobri que nossas “verdades ou crenças podem e devem ser a todo instante revistas e atualizadas”.  Isso nos dá poder e flexibilidade; assim como aumenta nossa responsabilidade diante de nossos resultados.

Lembram-se que no outro post me referi a um princípio que diz que “todo comportamento é adequado para um contexto específico” ?  Então, toda verdade e crença também.

Agora, para que isso aconteça é preciso que desafiemos nossos pensamentos.

Nesse particular, gosto de frisar que Buda, 569 a.C, já dizia que somos o que pensamos; e complemento: “nós nos comportamos de acordo com o que pensamos”, de acordo com o que fomos levados a acreditar através de nossa história pessoal.

Então, outra maneira de mudarmos a forma como nos sentimos é adotarmos uma postura de curiosidade e questionarmos, desafiarmos os fatos.

Por exemplo, quando algo desagradável acontecer, ao invés de repetirmos o velho bordão do tipo “de quem é a culpa, por que comigo, justo eu ?” podemos agora pensar em perguntas desafiadoras desse padrão, do tipo:

– O que aconteceu ou o que está acontecendo ?

– Do que o outro está precisando ?

– Pelo que sou responsável ?

– O que é possível fazer agora ?

– Quais minhas opções ?

– Por onde começo ?

Enfim, quando um desafio surgir à sua frente, adote uma postura de curiosidade e procure se inteirar, procure de fato compreender o que está acontecendo a sua volta e, feito isso, crie novas alternativas, novos comportamentos que possam realmente servir como respostas as necessidades daquele momento.

Para ilustrar, compartilho abaixo um mapa elaborado por Marille G.Adams, autora do livro “Faça as pergunta certas e viva melhor”, Editora Gente.

Experimenta e depois conta pra gente como foi sua experiência.

Fraterno abraço.

 

Mapa de Escolhas Final Preto

 

 

Um comentário em “Escutando Sentimentos – parte 3

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